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4 formas mais eficazes de combater a candidíase

Aprenda os cuidados corretos para impedir proliferação do fungo

Na primeira parte da sua reabilitação anticandidíase você aprendeu a calcular seu PH vaginal e identificar quando seu corpo está mais propenso à doença. Também descobriu o significado dos seus mucos vaginais e o que cada um deles sinaliza.

Agora, chegou a hora de aprender a manter sua saúde íntima equilibrada, para evitar alterações no seu Ph e mucos vaginais, impedindo, consequentemente, o aparecimento da candidíase. Mas, antes de listar as dicas de cuidados físicos, gostaria de esclarecer que a doença também se manifesta em função de problemas emocionais e bloqueios sexuais.

CANDIDÍASE X EMOÇÕES

É importante esclarecer que a candidíase também se manifesta em função de problemas emocionais e bloqueios sexuais. Então, para haver eficácia no tratamento, é preciso entender e tratar a emoção que está fazendo proliferar esse fungo na sua intimidade. Não adianta trabalhar os sintomas da candidíase, se não arrancar o mal pela raiz. Por outro lado, só trabalhar a emoção também não é suficiente, já que a infecção já está instalada. No meu Programa completo Anticandidíase levo em consideração os aspectos físicos, emocionais e sexuais que facilitam o surgimento da candidíase.

Nesta aula em texto você aprenderá as principais precauções físicas que deve ter para evitar a proliferação do fungo da cândida. Afinal, muitas vezes a doenças se manifesta justamente porque as mulheres desconhecem as formas corretas de preveni-la.

Algo que vale esclarecer é que o fungo da cândida já existe em quantidade normal no organismo feminino e em harmonia perfeita com a flora vaginal da mulher. O problema é quando há um desequilíbrio no organismo e o fungo se prolifera, manifestando, no caso, a candidíase. A seguir, veja formas de se prevenir.

Roupas íntimas

Roupas íntimas e biquíni

Assim como qualquer fungo, o da cândida também adora locais úmidos, escuros e quentes. Portanto, é preciso tomar alguns cuidados com suas roupas íntimas, para impedir sua proliferação.

Se você vive em lugares quentes ou frequenta muita praia ou piscina, também deve ter atenção às dicas abaixo:

  • Muitos médicos sugerem que as mulheres usem calcinha de algodão porque esta peça, realmente, faz com que o local ventile melhor. No entanto, depois de 10 anos de prática clínica notei que esta dica nem sempre é eficaz, especialmente em casos de candidíase. O algodão tende a deixar o local ainda mais úmido, pois este material tem uma alta absorção. Nestes casos, eu indico que use calcinhas sintéticas ou com fibra de bambu. Estas não absorvem tanto a umidade, dificultando a proliferação do fungo.

  • Se estiver em uma região de praia ou piscina, não passe o dia inteiro de biquíni molhado. Isso deixa a vagina mais quente e úmida, o que é um prato cheio para o fungo proliferar. Portanto, retire a peça assim que possível e deixe-a secando ao ar livre. Só use-a novamente quando estiver completamente seca.

  • Evite usar calcinhas apertadas, assim como calças muito justas – especialmente se estiver em alguma crise de candidíase. Isso pode gerar mais calor e suor, o que deixará a região íntima propensa à proliferação de bactérias e fungos.

  • Durma alguns ou todos os dias sem calcinha, pois isso permite ventilação da região genital, que normalmente fica muito abafada. Caso sinta-se à vontade para isso, experimente ficar sem calcinha ao longo de algum dia. Neste caso, você pode usar uma saia longa, por exemplo.

  • Lave suas calcinhas com sabonete neutro ou sabão de coco, no chuveiro mesmo e, de preferência, com água quente, pois isso esteriliza a peça. Mas, na hora de secar, não deixe no vapor do box, coloque-a em local arejado.

  • Não lave a calcinha junto com outras peças. As roupas do dia a dia possuem muitas bactérias, que podem migrar para a vagina.

Alimentação

Quando há excesso de açúcar no sangue, o PH vaginal se altera e torna-se mais ácido, facilitando a proliferação do fungo, que fica ainda mais forte. Por este motivo, é fundamental ter uma alimentação equilibrada neste sentido, seguindo as dicas abaixo:

  • Evite o consumo exagerado de glicose, especialmente durante uma crise. Vale lembrar que a glicose está presente nos alimentos que têm açúcar (como doces e refrigerantes), nos carboidratos (como massas e pão) e nos amidos (como farinha, arroz e mandioca).
  • Opte por ingerir alimentos que aumentem a imunidade, como aqueles ricos em Vitamina C. Nas frutas, temos laranja, limão, abacaxi, manga, limão, kiwi e goiaba, por exemplo. Já as verduras e os legumes ricos nesta vitamina são: brócolis, repolho, rúcula, aspargos, couve verde, espinafre e etc.

  • Por último, vale alertar que, para apimentar o sexo, muitas pessoas passam em suas regiões íntimas produtos com açúcar, como chocolate ou leite condensado. Isto também altera o PH vaginal, facilitando o surgimento da candidíase. Existem produtos especializados, em sex shops, que imitam doces, mas não possuem glicose. Essas são ótimas opções.

Fortalecer imunidade

Quando sua imunidade está fortalecida, o fungo da candidíase não encontra meio cabível para se manifestar, o que tende a evitar o surgimento da doença. Mas vale reforçar que, apesar da imunidade ser importante, a mulher também precisa quebrar o ciclo de descompensação energética e emocional do corpo, para, assim, garantir que a doença não voltará.

Do ponto de vista dos cuidados físicos para a imunidade, você pode seguir as dicas abaixo:

  • Faça atividade física aeróbica. Isso ajudará a desintoxicar todo corpo, inclusive o fungos. Além disso, a prática aumenta a imunidade e melhora sua sensação de bem-estar, especialmente se incorporar outros cuidados na rotina, os quais aprenderá no Programa Anticandidíase completo.

  • No entanto, evite fazer excesso de exercícios físico na TPM ou durante a menstruação, pois a perda de energia faz com que a imunidade caia e aumente a propensão a ter candidíase.

  • Melhore a qualidade do sono, dormindo pelo menos 8h por dia. Quando uma mulher é privada destas horas de descanso, há uma diminuição nas células de defesa do corpo.

Higiene íntima

Muitas mulheres não sabem disso, mas lavar demais a vulva tira sua proteção natural e torna a mucosa fica mais sensível e ardida, deixando-a, assim, mais suscetível à proliferação do fungo. Então, veja abaixo dicas para fazer sua higiene íntima:
  • A vagina é autolimpante, ou seja, é possível lavá-la apenas com água, sem uso de sabonete. Caso a saúde íntima esteja em dia, a região íntima não vai liberar nenhum odor ruim.
  • O uso de sabonetes industrializados na genital pode ser extremamente prejudicial para a saúde íntima, pois esses produtos alteram o PH vaginal e, ao invés de limparem a vagina, tiram sua proteção natural. Por terem substâncias químicas, podem, inclusive, causar irritação na mucosa e facilitar a proliferação de fungos e bactérias, que dão origem a diversas doenças, como, por exemplo, a candidíase.

  • Caso faça questão de higienizar a vulva com sabonete, opte pelos sabonetes íntimo de PH vaginal, esta é sempre a melhor saída, pois o produto mantém a acidez da vagina, que é a proteção da mulher contra fungos e bactérias. Apesar de não serem tão fáceis de encontrar, os sabonetes íntimos naturais são os meus preferidos, pois fazem bem para a saúde vaginal. Eles podem ter componentes como barbatimão, aroeira, malva, melaleuca ou babosa. O que mais gosto é o sabonete a seco de barbatimão.

  • Após tomar banho, seque a vulva com secador no modo gelado, para não deixar que o lugar fique úmido. Se sentir a vagina úmida ao longo do dia, repita o mesmo procedimento. Caso não tenha secador, opte por ficar sem calcinha, até a vagina secar completamente.

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